Se o atual estágio de desenvolvimento das forças produtivas, configura-se pelo processo de exclusão social, na íntegra, no processo de modernização ocorre o mesmo. Ou seja a lógica do mercado orienta para o crescimento da economia em detrimento das políticas sociais básicas tais como: saúde, moradia, cultura, lazer, educação, etc. Do mesmo modo, essa lógica se estende com apenas uma pequena parcela da população, tem acesso a esse benefício, a grande maioria fica alojada de tais conhcimentos, o que torna ainda mais díficil o seu acesso ao mercado de trabalho, negando assim o seu direito inalienavel de cidadania.
A história tem comprovado que não há desenvolvimento propriamente dito, fora do desenvolvimento social. Daí a importância das organizações não governamentais que surgem como atoras para contrapor tal processo, mostrando que desenvolvimento sustentável é possível, mesmo com todas os llimites impostos pelas contradições do Estado Moderno.
Essas iniciativas que vêm sendo tomadas pela sociedade civil sinalizam que é possível intervir nos processos sociais e impactá-los de forma positiava. É fundamental através dessas organizações voluntárias, que a dignidade do ser humano seja resgatada, uma vez que os principais fundamentos dos direitos humanos são: participação, valorização, respeito e solidariedade, são reslimentados. São espaços onde se cria um ambiente seguro, em que as pessoas não só se sentem valorizadas, mas acima de tudo protegidos, porque é exatamente o inverso de um mundo voluntarista, individualista, um mundo marcado pelo materialismo insaciável - o dinheiro, ao invés de suprir a todas nescessidades humanas, o homem o tem transformado no grande vilão da historia, tornando-o como fator de grande concetração de renda e , conseqüentemente de grandes disparidades sociais.
- Exclusão Digital X Educação Digital
Conforme frizamos anteriomente, "uma questão emergente na cena educacional é a democratização do acesso as novas tecnologias de informação e comunicação, sem a qual uma parcela dos adolescentes pode ser relegado à "exclusão digital." Esta atinge mais intensamente a população de baixa renda e escolaridade que vive na zona rural ou nas periferia urbanas, especificamente nas regiões mais pobres do país." (Schwart, 2002)
O levantamento realizado pelo INSTITUTO PAULO MONTENEGRO e AÇÃO EDUCATIVA, na população brasilera de 15 a 64 anos, em 2001, indica que o acesso aos computadores ainda é restrito e fortemente desigual: entre os pesquisados pertencentes as classes A e B, 43% afirmou nunca ter utilizado computador, contra 95% nas classes D e E (Schwart, 2002).
Contracenando a realidade acima, ilustramos o exemplo da ACR - Associação Cultural Cearense do Rock que toma a frente de um trabalho voltado para a educação digital. Segundo à Amaudson Ximenes (presidente da ACR) "a organização visa proporcionar às crianças, jovens e adultos de várias comunidades populares a oportunidade de familiarização e aprofundamento no uso da INTERNET de novas tecnologias de comunicação e informação, contribuindo para a inclusão digital dos mesmos. Tem como objetivos principais formentar uma conciência de socialização e de coletividade frente aos desafios do dia a dia."
Dentro dessa espectativa, se proporciona um comportamento diferenciado diante de todo um processo de alienação, onde os indivíduos passam a readquirir valores como autoconfiança e autoestima, tomando iniciativas própias para a sua auto afirmação no mundo.
Boaventura de S.S diz o seguinte:
" É através da imaginação que os cidadãos são disciplinados e contrarados pelos estados, mercados e outros interesses dominantes; Mas é também da imaginação [autônoma] que os cidadãos desenvolveram sistemas coletivos..." acenando possibilidades de reintegração e construção social.
A educação em si não realiza
todas as mudanças;
Porém, nenhuma grande mudança
se faz fora da educação."
Texto escrito por: Sônia Maria - Colaboradora do Jornal online ABC Digital
- Postado por: ACR Ã s 16:15
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